segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Memórias do I Encontro de Contadores de Histórias da Amazônia

O primeiro dia do encontro

Sonhar alimenta a alma, faz a roda do tempo girar e nos torna cada vez mais humanos, mas realizar um sonho é algo que traz aconchego ao espírito e uma sensação de plenitude que faz com que não caibamos dentro de nós.

Assim me senti no primeiro dia deste encontro com o qual sonhei junto com companheiros e companheiras de sonhos, contadores de história deste chão amazônico em que vivemos.

Concretizar este sonho não foi fácil, mas quem disse que seria? Depois de vencido os desafios que a burocracia impôs, chegou então a tarde do dia 01º de dezembro de 2011.
Era o momento de acolher as pessoas que acreditaram no evento, momento de reencontrar pessoas queridas, e foram muitas, graças à Deus ,abraçá-las e ouvi-las dizer no meio do abraço: “ Que lindo, que bom que este momento está acontecendo”. Momento também de conhecer pessoas novas e saber que elas comungam do mesmo sonho, que é contar histórias, alimentar sonhos e melhorar o mundo por meio da palavra.

E por falar em melhorar o mundo por meio da palavra, podemos ver com nossos próprios olhos que a semente está plantada, ao ver nossas crias vivendo este momento de forma tão entregue e normal como numa brincadeira de criança, ouvindo histórias, participando delas como sujeitos ouvintes e brincantes que são.


Ao final do dia, como não poderia ser diferente, histórias e mais histórias....
E poder mais uma vez neste dia ouvir Celso Sisto, após a roda de conversa recheada de técnica e emoção, tivemos o prazer de lhe ouvir contar histórias fez sentir gostinho de quero mais e o outro dia prometia...



terça-feira, 15 de novembro de 2011

Respondendo mais uma vez à pergunta: por que contar histórias?

Desta vez peço que assistam ao trecho inicial do filme Histórias de Paulo Siqueira e produção de Benita Pietro:

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

O Movimento de Contadores de Histórias da Amazônia e a Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves, estarão realizando o 1º Encontro de Contadores de Histórias da Amazônia, em nossa capital, Belém, nos dias 1 e 2 de dezembro de 2011.O encontro tem como tema: "Mergulhar na memória: revolver histórias" e contará com os maravilhosos contadores de histórias e escritores Celso Sisto e Daniel Munduruku! Além de oficina e mesas-redondas.
Quer mais informações?
Ficou com vontade de participar?
Então não perca tempo!
Faça já sua inscrição pelo blog:

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Por que conto histórias?

Este texto tão belo de Adriana Von Krüger, contadora de histórias, pode responder esta pergunta que algumas pessoas já me fizeram e que eu mesma me fiz um dia...

Contar Histórias é Doar o Que se Tem de Melhor no Coração

Talvez você nunca tenha ouvido falar nos Contadores de Histórias, mas eles são seres encantados que povoam o mundo real e levam encantamentos e poesia para todas as pessoas. O Contador é Senhor do Tempo e usa as histórias para revelar verdades da vida.

Desde o início dos tempos, o conhecimento era transmitido de forma oral pelos homens primitivos. Sentar em volta do fogo, ao redor de uma mesa, em bancos de cozinha vinham sempre acompanhados de histórias. Mas, com o advento de novas tecnologias, este hábito ficou adormecido por muito tempo, e o homem desaprendeu a ouvir.
Há algum tempo, entretanto, o resgate da tradição oral vem ganhando força, e a cada dia surgem novos contadores de histórias. Grupos se formam, e essas pessoas, que foram um dia chamadas de povo encantado, voltam a habitar o mundo.
O trabalho dos Contadores de Histórias tem o objetivo de resgatar a tradição oral e o ensinamento contido nas histórias. De forma sutil e agradável, eles têm o poder de conduzir os ouvintes a mundos encantados.
O conto ressurge com intensidade nas escolas e passa a ocupar vários espaços alternativos. Hoje se conta histórias em hospitais, bibliotecas, empresas, bares, restaurantes, praças, palco etc. em qualquer lugar onde existam pessoas dispostas a emprestar seus ouvidos generosos para ouvir e se encantar com um conto, pessoas com o coração aberto para aprender e ensinar.
Surge a figura do contador "Profissional". Essa "profissionalização" é extremamente positiva, gerando um cuidado com a linguagem, com a seleção dos contos e com a adequação do conteúdo. Mas, o risco de se tornar mais um instrumento de massificação é muito alto. O uso de adereços como fantoches, fantasias, cenários, pode e deve ser feita, mas de forma cuidadosa, pois "contação" de histórias não é teatro.
O contador de histórias tem uma missão que não pode ser abandonada ou feita pela metade. Quem começa a contar não pode nunca parar, pois desempenham um papel fundamental para que o mundo seja mais mundo, que a vida seja mais vida e para que nós sejamos mais humanos.
A intenção do contador de histórias tem que ser muito clara. O conto deve ser doado ao ouvinte. Para que isso aconteça, é necessário que haja uma completa integração entre conto e contador, que um esteja apaixonado pelo outro. O processo de escolha do conto é bilateral, tanto o contador escolhe o conto, como o conto escolhe o contador. A história precisa fluir através do contador, que passa a ser um instrumento deixando que a mensagem saia de seu coração para o coração dos ouvintes.
Adriana von Krüger

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Entrevista para o programa Estação Direitos na Unama FM

Rui Montalvão, Ana Selma (Entrevistada), Bella Pinto (Entrevistada), Raphael Marinho, Luciana Kellen e Lorena Esteves.
Esta entrevista aconteceu no sábado 10 de setembro, logo após a Feira Pan-amazônica do Livro, onde, inclusive, aconteceu o convite para a mesma depois que a repórter Sara Portal entrevistou-me antes de iniciar a oficina "Professor-leitor: por uma educação que encanta por meio da palavra", o programa faz parte da ONG Rádio Margarida e a equipe do programa é maravilhosa, isto sem falar, é claro, de minha parceira de entrevista, Bella Pinto, que foi ótima, nas palavras da Lorena " o programa fluiu de forma suave..." Que bom!

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Oficina Professor-leitor na XV Feira Pan-amazônica do livro 2011


Ministrei a oficina Professor-leitor também em setembro na XV edição da Feira Pan-amazônica do Livro...


Foram duas turmas de participantes com "sede" de desvendar os "pequenos segredos" das narrativas, ao final meus queridos companheiros do Grupo Ayvu Rapyta de Contadores de histórias Adrine, Alessandra, Joana e Ronaldo aumentaram mais um ponto contando contos e batendo um papo sobre essa história de ser contador de histórias. Foi muito bom! Obrigada!


Oficina para o projeto Escola Ativa da Ufpa

Ministrei a oficina Professor-leitor: por uma educação que encanta por meio da palavra, para os integrantes do Escola Ativa, que são técnicos que assessoram professores nas diversa regiões do nosso estado, no hotel Beira Rio nos dias 28 e 29 de abril deste ano, foi meu segundo ano participando deste projeto e é sempre um momento muito rico.
A teia do texto fez nascerem histórias de assombrar e de fazer rir, ninguém perdeu o fio da meada... digo da história, muito bom!






Oficina Contação de histórias no Centur


Fui convidada para ministrar esta oficina durante as comemorações dos 140 anos da Biblioteca Arthur Viana os participantes eram de áreas diversas profissionais e estudantes, um povo ótimo, participativo e alegre...


Conversamos, trocamos idéias estudamos e as histórias que brotaram foram muito criativas!


Pequenos objetos trazidos para a nossa caixa mágica

Obrigada, meninos e meninas vocês foram ótimos!!!!!







Comemoração do dia internacional dos contadores de histórias



O dia 20 de março deste ano amanheceu com uma linda manhã de sol na bela praça da República...

Parecia que a natureza estava aprovando aquela reunião de seres encantadores da palavra...
Que apenas queriam fazer um convite: "Seja um contador de histórias!"



domingo, 17 de abril de 2011

18 de abril- Dia Nacional do Livro Infantil

A casa das palavras

As palavras são livres,

Vivem em todo lugar:

Em nossas mentes,

No céu, na terra,

No mar e no ar.

Mas elas também

Têm um lugar para descansar

E ficar protegidas: O LIVRO.

Estar “no livro” é estar na morada das palavras.

E quando nós quisermos visitá-las,

Conversar, rir ou chorar com elas?

Basta abrir a porta do livro...

A porta da casa delas.

Quando abrir o livro,

Elas estarão lá, de braços abertos,

Prontas para nos receber.

E irão nos oferecer _sim, pois são muito educadas:

Realidade, fantasia,

Coisas nunca sonhadas,

E muita, muita poesia.

E quando formos embora

Nos dirão, já com saudade:

_Vá, mas volte a qualquer hora.

(Ana Selma Cunha )