Sonhar alimenta a alma, faz a roda do tempo girar e nos torna cada vez mais humanos, mas realizar um sonho é algo que traz aconchego ao espírito e uma sensação de plenitude que faz com que não caibamos dentro de nós.

Sonhar alimenta a alma, faz a roda do tempo girar e nos torna cada vez mais humanos, mas realizar um sonho é algo que traz aconchego ao espírito e uma sensação de plenitude que faz com que não caibamos dentro de nós.
Contar Histórias é Doar o Que se Tem de Melhor no Coração
Talvez você nunca tenha ouvido falar nos Contadores de Histórias, mas eles são seres encantados que povoam o mundo real e levam encantamentos e poesia para todas as pessoas. O Contador é Senhor do Tempo e usa as histórias para revelar verdades da vida.
Desde o início dos tempos, o conhecimento era transmitido de forma oral pelos homens primitivos. Sentar em volta do fogo, ao redor de uma mesa, em bancos de cozinha vinham sempre acompanhados de histórias. Mas, com o advento de novas tecnologias, este hábito ficou adormecido por muito tempo, e o homem desaprendeu a ouvir.
Há algum tempo, entretanto, o resgate da tradição oral vem ganhando força, e a cada dia surgem novos contadores de histórias. Grupos se formam, e essas pessoas, que foram um dia chamadas de povo encantado, voltam a habitar o mundo.
O trabalho dos Contadores de Histórias tem o objetivo de resgatar a tradição oral e o ensinamento contido nas histórias. De forma sutil e agradável, eles têm o poder de conduzir os ouvintes a mundos encantados.
O conto ressurge com intensidade nas escolas e passa a ocupar vários espaços alternativos. Hoje se conta histórias em hospitais, bibliotecas, empresas, bares, restaurantes, praças, palco etc. em qualquer lugar onde existam pessoas dispostas a emprestar seus ouvidos generosos para ouvir e se encantar com um conto, pessoas com o coração aberto para aprender e ensinar.
Surge a figura do contador "Profissional". Essa "profissionalização" é extremamente positiva, gerando um cuidado com a linguagem, com a seleção dos contos e com a adequação do conteúdo. Mas, o risco de se tornar mais um instrumento de massificação é muito alto. O uso de adereços como fantoches, fantasias, cenários, pode e deve ser feita, mas de forma cuidadosa, pois "contação" de histórias não é teatro.
O contador de histórias tem uma missão que não pode ser abandonada ou feita pela metade. Quem começa a contar não pode nunca parar, pois desempenham um papel fundamental para que o mundo seja mais mundo, que a vida seja mais vida e para que nós sejamos mais humanos.
A intenção do contador de histórias tem que ser muito clara. O conto deve ser doado ao ouvinte. Para que isso aconteça, é necessário que haja uma completa integração entre conto e contador, que um esteja apaixonado pelo outro. O processo de escolha do conto é bilateral, tanto o contador escolhe o conto, como o conto escolhe o contador. A história precisa fluir através do contador, que passa a ser um instrumento deixando que a mensagem saia de seu coração para o coração dos ouvintes.
Adriana von Krüger
A casa das palavras
As palavras são livres,
Vivem em todo lugar:
Em nossas mentes,
No céu, na terra,
No mar e no ar.
Têm um lugar para descansar
E ficar protegidas: O LIVRO.
Estar “no livro” é estar na morada das palavras.
E quando nós quisermos visitá-las,
Conversar, rir ou chorar com elas?
Basta abrir a porta do livro...
A porta da casa delas.
Quando abrir o livro,
Elas estarão lá, de braços abertos,
Prontas para nos receber.
E irão nos oferecer _sim, pois são muito educadas:
Realidade, fantasia,
Coisas nunca sonhadas,
E muita, muita poesia.
E quando formos embora
Nos dirão, já com saudade:
_Vá, mas volte a qualquer hora.
(Ana Selma Cunha )